Museu Correios guarda 7 milhões de itens na Asa Sul e abre de graça de terça a domingo
O Museu Correios, no Setor Comercial Sul, reúne selos, telégrafos e documentos desde 1889. A visita é gratuita e o horário muda no fim de semana.

O Museu Correios, no Setor Comercial Sul, mantém aberta uma das coleções mais antigas de comunicação do país: são mais de 7 milhões de itens entre peças, documentos e livros, segundo a carta de serviços de 2026 da instituição. A entrada é gratuita todos os dias em que o museu funciona, de terça a domingo.
Uma história que começou no Rio
O primeiro Museu Postal foi inaugurado em 26 de fevereiro de 1889, no Rio de Janeiro, para guardar as relíquias do correio brasileiro. Em 1931, com a criação do Departamento de Correios e Telégrafos, os acervos postal e telegráfico passaram a ficar juntos. Em 1980 a coleção veio para Brasília e ganhou sede própria no Setor Comercial Sul, onde está até hoje.
O acervo se divide em seis coleções: postal, telegráfica, filatelia, marcofilia, institucional e artes visuais. Entre as peças que o museu destaca estão um livro da administração dos Correios da Bahia de 1798, o automóvel Ford que pertenceu ao Marechal Rondon e o selo Olho de Boi, de 1843.
O que fazer lá dentro
São quatro galerias. Duas, no 4º e no 5º andar, têm exposições de longa duração sobre a história da telegrafia e do serviço postal. As outras duas, no 2º e no 3º andar, recebem mostras de terceiros, que ficam cerca de 45 dias. O museu também tem auditório para até 100 pessoas, biblioteca postal e um centro de documentação com manuscritos, telegramas e vales postais do século 19.
Cachorro de pequeno ou médio porte, de até 60 centímetros, pode entrar no colo, em bolsa ou na coleira, desde que vacinado. Raças de guarda e ataque ficam de fora. Grupos de cinco pessoas ou mais podem pedir visita guiada por e-mail, com três dias úteis de antecedência.
Não se pode entrar com comida e bebida nas galerias, usar flash, tripé ou tocar nas peças sem autorização do mediador. Fotos com celular, para uso pessoal, estão liberadas.
Foto: Avelludo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Selos Olho de Boi em vitrine do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro; imagem ilustrativa.
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