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Exposição

Exposição Flieg no SESI Lab tem 180 fotos e câmara escura, com ingresso de R$ 10 a R$ 20

Flieg. Tudo que é sólido ocupa a nova galeria do SESI Lab, ao lado da Rodoviária, até 28 de fevereiro de 2027. Veja horários, preços e a noite gratuita de 27/10.

Redação Guia BSB · 21/10/2026

Câmera Hasselblad antiga sobre um tripé, em fotografia em preto e branco com fundo desfocado.

A exposição Flieg. Tudo que é sólido está em cartaz no SESI Lab, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, até 28 de fevereiro de 2027. São cerca de 180 fotografias de Hans Gunter Flieg, o fotógrafo que registrou a industrialização do país a partir dos anos 1940, e uma câmara escura em tamanho real para o visitante entrar.

O que dá para ver na mostra?

A mostra abriu em 2 de setembro, ocupa a nova galeria de exposições temporárias do museu, no térreo, e reúne imagens feitas entre as décadas de 1940 e 1980. É a primeira vez que ela viaja para outra cidade e marca o início da parceria entre o SESI Lab e o Instituto Moreira Salles (IMS), que guarda o acervo do fotógrafo desde 2006.

O percurso tem três núcleos. O primeiro mostra arquitetura industrial, como a construção do Ginásio do Ibirapuera, em 1955, as hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá e a fábrica Duchen, em Guarulhos, projeto de Oscar Niemeyer. O segundo entra nas fábricas e olha para as máquinas, fotografadas com fim comercial mas com detalhes de escultura. O terceiro reúne o trabalho de publicidade, com pneus, máquina de escrever, ferramentas e móveis em contrastes marcados de luz e sombra.

A câmara escura é um espaço vedado à luz, em que um furo pequeno projeta de cabeça para baixo a imagem do lado de fora. O visitante entende ali como funciona a captação de uma fotografia. A curadoria é de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, com assistência de Mariana Newlands.

Quem foi Hans Gunter Flieg?

Flieg nasceu na Alemanha, em 1923, numa família judia, estudou fotografia em 1939, aos 16 anos, e veio com a família para o Brasil, fugindo da perseguição nazista. Em São Paulo, a partir de 1945, fotografou para empresas como a Willys-Overland e a Mercedes-Benz. Também registrou a 1ª Bienal de Arte de São Paulo, em 1951, e a construção da sede do Masp, nos anos 1960. Ele morreu em 2024.

Quanto custa e quando ir?

Segundo a divulgação do DeBoa Brasília, a inteira custa R$ 20 e a meia, R$ 10, com valores sujeitos a alteração sem aviso. Confira o preço do dia na bilheteria do museu antes de sair de casa.

Há uma janela de entrada gratuita. Uma vez por mês, sempre na última terça-feira, o SESI Lab fica aberto até as 22h com ingresso gratuito, que deve ser reservado antes, pela internet ou na bilheteria, segundo a Agência de Notícias da Indústria. Em outubro, a última terça é o dia 27. O museu avisa que a abertura noturna vale para todas as exposições em cartaz, inclusive SESI 80: Construindo Futuros e a obra Bordaduras, da artista Regina Silveira, que cobre a fachada de vidro.

Foto ilustrativa: Elina Volkova/Pexels. As obras de Flieg pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles.

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